Oi pessoal,

Vou contar hoje sobre um dos momentos mais especias da viagem pela Europa: A Rota do Vinho na Toscana. O ponto de partida era Florença e o destino final era Siena. O caminho era a estrada S-222, também chamada de Via Chiantigana. Foram quatro dias de setembro na Toscana: o primeiro em Florença, o segundo em San Gimignano, o terceiro na Rota do Vinho e o último em Siena. Já contei aqui sobre o nosso dia incrível em San Gimignano.

Rota do Vinho na Toscana - S-222

Rota do Vinho na Toscana – S-222

Rota do Vinho na Toscana - S-222

Rota do Vinho na Toscana – S-222

O meu desejo inicial era fazer a rota de bike, mas para isso teríamos que ter programado mais dias pela Toscana, para pernoitar em alguma das vinícolas ou cidades do percurso e fazer tudo com muita calma, porque retomar a pedalada após as degustações de vinho não seria recomendável, pelo menos na estrada. No campo, até me arriscaria a pedalar em linha reta. Então fica a dica para quem curte pedalar (em estradas sinuosas), em um nível moderado a intenso de esforço, com uma paisagem de tirar o fôlego.

Nós optamos pelo carro e o alugamos com o essencial GPS. Não programamos visita a nenhuma vinícola. A ideia era nos deixar levar. E deu super certo. Não faltaram ciprestes, oliveiras e vinhedos pelo caminho. E muito vinho!

Vinhedos

Vinhedos

Primeira degustação, no Castello di Verazzano

Primeira degustação, no Castello di Verazzano

Visita a Corte di Valle

Visita a Corte di Valle

Depois de algumas paradas no Castello di Verazzano e em Corte di Valle, resolvemos dedicar algumas horas a Greve in Chianti. Achamos o nome muito apropriado para uma proposta “dolce far niente“. Que charme de cidade, berço do vinho Chianti Classico. E nela, desfrutamos da maior enoteca da Itália. A Le Cantine começou sua história em 1893 e é praticamente um parque de diversões. Basta colocar créditos em um cartão e se perder pela variedade de mais de 1000 rótulos distribuídos em 140 tipos de vinho, acompanhados por 20 tipos de azeite. Uma tábua de queijos e de bruschettas de presunto de parma vai bem para segurar a onda.

Enoteca em Greve in Chianti

Enoteca em Greve in Chianti

Enoteca

Enoteca Le Cantine

Harmonizando com uma tábua de bruschettas de presunto de parma

Harmonizando com uma tábua de bruschettas de presunto de parma

Harmonizando com uma tábua de queijos

Harmonizando com uma tábua de queijos

Na saída da enoteca, passeamos por uma feira artesanal de produtores locais que estava rolando na Piazza Giacomo Matteotti, praça principal no centro da cidade. Foi uma grande sorte termos reservado um domingo para esse passeio. Domingo é o dia universal das feirinhas! Depois de muitas degustações, escolhi o melhor pesto da vida para levar de recordação da Itália e um molho especial para bruschettas. Sábado também é dia de feira por ali, até maior do que a que visitamos no domingo.

Cheios de vinho na mente, não havia pãezinhos com azeite e molhos, queijos e presuntos de parma que sustentassem. Partimos em busca de uma refeição farta e chegamos a Panzano, comuna de Greve in Chianti. Originalmente um castelo medieval, a vida parece passar bem devagar em meio a suas preservadas muralhas e torres. Caminhamos até a igreja Santa Maria Assunta, legado do Império Romano.

Igreja Santa Maria Assunta

Igreja Santa Maria Assunta

Nessa rua mesmo, entramos em um restaurante que foi eleito por unanimidade para saborearmos o nosso almoço, desfrutando de um lindo cenário da Toscana. A refeição escolhida foi a sugestão do dia, com entrada, prato principal e sobremesa. Bruschetta de tomate, ravioli de queijo ao molho sugo e uma sobremesa, elaborada com uma bola de sorvete de creme coberta com pó de cacau e calda de capuccino. Fantástico e simples assim!

Vista do restaurante

Vista do restaurante

Bruschetta de tomate

Bruschetta de tomate

Prato do dia: Ravioli de queijo ao molho sugo

Prato do dia: Ravioli de queijo ao molho sugo

Sobremesa

Sobremesa

Devidamente abastecidos e encantados, retomamos a rota do vinho rumo à Siena. E para encerrar a viagem, conto aqui uma curiosidade a respeito do símbolo do Chianti Classico, o Galo Nero. Numa disputa de território, Siena e Florença acordaram que ao cantar do galo, um cavalheiro representante de cada cidade partiria em cavalgada rumo à cidade oposta. O ponto de encontro demarcaria a divisa do território. Siena selecionou o galo mais belo e parrudo. Florença optou por um galo negro, magrelo e faminto. O galo esfomeado cantou mais cedo, permitindo uma boa vantagem ao cavalheiro florentino, que garantiu à Florença boa parte do território de Chianti. Em homenagem ao galinho, que nunca mais morreu de fome, surgiu a marca do Chianti Classico.

Galo Nero

Galo Nero

 Paula

Paula nova

 

 

 

 

 

 

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