De malas prontas: Melhores dicas da Tailândia

Oi pessoal,

Desde que voltei da viagem em janeiro pelo Sudeste Asiático com o Pedro foram feitos nove posts sobre os nossos melhores momentos na Tailândia. Esse será o décimo e o mais importante. Além de concentrar todas as dicas que já contei aqui, fazendo o link com cada post, tentarei passar as informações mais preciosas a quem está programando uma viagem pra lá. Portanto, hoje não serão só flores. Agora vocês também conhecerão a verdade nua e crua.

Thai - Bangkok - Grand Palace 1

Antes de começar a pontuar tudo o que acho importante saber, não posso deixar de comentar sobre o acontecimento que foi destaque de todos os jornais nos últimos dias. Após sete meses de impasse entre governo e oposição, as Forças Armadas assumiram o controle do governo tailandês. Quando estivemos lá em janeiro, as manifestações de rua estavam começando a esquentar, mas não chegamos a esbarrar com nenhuma delas. Agora, quem está planejando ir pra lá é bom ficar atento à evolução dos fatos.

Vamos então às informações úteis.

Clima

A Tailândia possui duas estações: úmida – maio a outubro (período de chuvas que deve ser evitado) e seca – novembro a abril. O calor é intenso de março a maio. Ou seja, a melhor época é de dezembro a fevereiro. Em janeiro, pegamos ao longo do dia temperatura média de 26ºC a 32ºC em Bangkok e nas praias do Sul e de 20ºC a 26ºC em Chiang Mai no norte do país. A região norte é sempre mais fria.

Como chegar

A forma mais rápida de se chegar à Tailândia é fazendo conexão em Dubai, via Emirates ou Qatar. Um vôo do Rio até Dubai leva 14,5 horas, seguidas por mais 6,5 horas até Bangkok. Ao todo são 21 horas voando, fora o fuso de 10 horas em relação ao horário de Brasília e o tempo de conexão entre os dois vôos.

Para entrar no país

Brasileiros não precisam de visto para visitar a Tailândia por até 90 dias. O passaporte deve ter validade mínima de 7 meses contados a partir da data de chegada no país. É obrigatória a apresentação do cartão internacional da vacina contra a febre amarela, que deve ser tomada com um mínimo de 10 dias de antecedência à viagem. Ao desembarcar, antes de passar pela alfândega, é necessário se apresentar ao balcão de controle de saúde e preencher um formulário que deve ser entregue junto com o comprovante da vacina. Não se esqueça de fazer seguro-viagem e de levar seu kit de medicamentos. Não é obrigatório, mas pode ser muito útil. Eu, por exemplo, tive que ir a uma clínica em Bangkok tomar soro e alguns medicamentos porque estava vomitando sem parar durante dois dias desde que chegamos lá. Infelizmente, essa foi a reação ao meu primeiro jet lag. Felizmente, a médica que me atendeu na clínica falava inglês. Ufa! Sobre o seguro, como comprei as passagens com o cartão de crédito, fiz o o seguro-viagem da Visa. Paguei as despesas médicas e depois pedi o reembolso por e-mail, apresentando toda a documentação necessária. Todo o processo levou 5 meses, mas fui 100% reembolsada.

Templos

Wat Suandok em Chiang Mai

Wat Suandok em Chiang Mai

Wat Suandok em Chiang Mai

Wat Suandok em Chiang Mai

Aproximadamente 90% dos tailandeses são budistas. Muitos templos (wats), pagodas, influências arquitetônicas e costumes budistas marcam o estilo de vida da população. Os templos de Bangkok são lindos, mas lotados. São como museus na Europa. Ali, em meio a tanto caos e tanta gente definitivamente não foi possível sentir a atmosfera do Budismo. Apenas admiramos toda beleza. Somente conseguimos perceber seu real significado nos ares tranquilos de Chiang Mai. Atenção à vestimenta nas visitas aos templos. É obrigatório o uso de roupas que cubram as pernas e os ombros, com malhas folgadas e de cores neutras.

Oferendas a Buda no Grand Palace em Bangkok

Oferendas a Buda no Grand Palace em Bangkok

O charme de Chiang Mai

Foi um conforto sair do caos de Bangkok e chegar em uma cidade serena como Chiang Mai. A diferença foi notada imediatamente pela queda de temperatura e da quantidade de pessoas por metro quadrado, proporcionando um clima muito mais agradável. Lá conseguimos curtir muito mais nossa passagem pelos templos, como o Wat Suandok e o belíssimo Doi Suthep.

Doi Suthep

Doi Suthep

Também fizemos programas adoráveis como visitar os tigres do Tiger Kingdom, conhecer o orquidário e viveiro de borboletas e fazer uma aula de culinária na Thai Smart Cook. Essa é uma dica maravilhosa para saber interpretar a comida tailandesa.

Tiger Kingdom 6

Orquidário 3

Thai Smart Cook Day 3

Gastronomia

A base da culinária tailandesa é o arroz. Em seguida vêm as verduras, muitos temperos, carne de porco, frango e peixe, fritos ou ensopados. É isso que se vê nas barraquinhas de rua junto a outras coisas indecifráveis, servidas em palitos e saquinhos ou enroladas em folha de bananeira, com poucos cuidados de higiene.

Comida de rua

Comida de rua

Mas no meio a tanta comida de rua, também existem excelentes restaurantes em Bangkok. O nosso preferido foi o Blue Elephant.

Pechincha

Os comerciantes costumam diminuir de 30% a 50% os valores cobrados inicialmente. Esse costume é sempre praticado ao pegar taxi e tuk-tuk e em feiras e mercados de rua. A contraproposta deve começar com mais da metade do preço cobrado e a negociação normalmente só termina depois que você vira as costas para ir embora.

Como se deslocar pelas cidades e evitar pegadinhas

Para os deslocamentos, procure montar a estratégia antes de sair do hotel com as indicações dos funcionários da recepção. Esses são os poucos que falam inglês, além dos profissionais de turismo (como guias e agentes de viagem). Tenha sempre um mapa da cidade e de preferência use e abuse de aplicativos de celular como o “city maps to go”, que permitem acessar o mapa da cidade sem internet, usando o GPS do celular para identificar em que local do mapa você se encontra. Isso vale especialmente para Bangkok. Sabendo aonde se quer ir é possível aproveitar as boas opções de transporte público como os barcos e o metrô, evitando ser enrolado pelos taxistas e motoristas de tuk-tuk. Os taxistas não vão querer usar o taxímetro e os motoristas de tuk-tuk são os reis das pegadinhas. Eles são tão gentis ao te enrolar que fica difícil acreditar que estão querendo se dar bem. Não vá cair na clássica pegadinha de “hoje esse templo não abre” ou “de manhã o Grand Palace está fechado”. Tudo isso para te levar a algum outro local “muito legal”, normalmente mais distante ou que ele vai ganhar alguma comissão.

Programas “pra turista” que não recomendo

Thai - Mercado Flutuante

O Damnoen Saduak é o mais famoso mercado flutuante da Tailândia. A proposta do local é relembrar o estilo antigo e tradicional de compra e venda de mercadorias de Bangkok, da época em que os canais eram ainda as principais vias de tráfego da cidade. Basicamente, são 2 horas de estrada para chegar até lá e ver um retrato carioca da Saara ou do Mercadão de Madureira de dentro de um barco. Não é legal. Furada total.

Thai - Kantoke Palace - Chiang Mai

O Kantoke Palace é um jantar temático em Chiang Mai com uma comida “típica” bem fraca e um show tosco de música e dança folclórica. Mas se você é do tipo que curte o show de sambistas do Plataforma no Rio de Janeiro ou o Señor Tango em Buenos Aires, vai adorar as apsaras do Kantoke Palace.

As incríveis praias do Sul

Pra quem gosta de praia, a descida até o sul da Tailândia é obrigatória. Tem pra todos os estilos: praia de solteiro com muita noitada, praia deserta pra curtir a dois, mar ideal para mergulho de cilindro, cavernas perfeitas pra escalada e uma coisa em comum: os cenários incríveis. Nossa escolha foi a Railay Beach, na província de Krabi.  Praia linda, pouca gente, com muitas opções de esporte: trilhas, remada e escalada. Dali também partem passeios de barco para conhecer as praias vizinhas, como as famosas (e lotadas) Phi Phi Islands.

Railay Beach - de manhã e fim de tarde

Railay Beach – de manhã e fim de tarde

Maya Bay - Phi Phi Islands

Maya Bay – Phi Phi Islands

As palavrinhas mágicas em Tailandês

Rapidamente você estará pronunciando corretamente essas palavras, de tanto ouvir.

Olá/tchau: Sawasdee Kaa (para mulheres) / Sawasdee Krup (para os homens)

Como vai?: Sabai dee?

Obrigada: Kop Koon Kaa

Obrigado: Kop Koon Krup

Encerro aqui as dicas da Tailândia. Próxima parada: Luang Prabang, no LAOS!

Sawasdee kaa!

Paula

Paula nova

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De malas prontas: Uma noite em Bangkok (Tailândia)

Oi pessoal,

A dica de hoje é para tornar a sua noite em Bangkok memorável e com um custo bem honesto. Trata-se da dobradinha “visual deslumbrante + refeição inesquecível”. Mas você se engana se acha que vou indicar um jantar em um dos restaurantes dos carésimos e tumultuados roof tops (terraços) da metrópole tailandesa. De fato é imperdível a subida ao terraço desses arranha-céus, porém, além dos preços serem tão elevados quanto a altura dos edifícios, a fama atrai muitos turistas diariamente e seria impossível desfrutar de um jantar romântico e reservado, ainda que você estivesse disposto a pagar por isso.

Chao Praya River e o Hotel Lebua à direita

Chao Praya River e o Hotel Lebua – com o mais elevado bar ao ar livre de Bangkok – à direita

Nossa escolha foi pelo famoso Sky Bar do Hotel Lebua, o mais elevado bar ao ar livre de Bangkok. E sua fama ganhou ainda mais prestígio com as cenas do filme “Hang over 2 (Se beber não case 2)”. Vale a pena chegar às 18:00 para pegar o terraço ainda vazio e ver o pôr do sol e as luzes acendendo. O visual é muito lindo.

Sky bar 5

Sky bar 4

Sky bar 3

Sky bar 2

Muitas pessoas me indicaram que eu fosse ao menos ao bar tomar um bom drink para poder apreciar a vista. Mas lá descobri que não é necessário consumir nada para ver o anoitecer e as tantas luzes marcando a imensa atividade da cidade. Não há cobrança de consumação mínima. É possível entrar e aproveitar a vista por quanto tempo desejar sem gastar nada. Assim como o restaurante Sirocco, a carta de bebidas do Sky Bar também é extremamente inflacionada. Então, optamos por curtir o cenário, tirar umas fotos e partir para o segundo tempo da nossa noite: o Blue Elephant.

Blue Elephant

Saímos do Hotel Lebua e fomos caminhando até a estação de metrô mais próxima. O Blue Elephant está localizado em frente a saída da estação seguinte (uma ou duas, salvo engano). Lá fizemos a melhor refeição de toda a nossa viagem pelo Sudeste Asiático. Foi também o restaurante mais fino que visitamos. A arquitetura, a decoração e as louças são lindas, o atendimento é excelente e o preço é bem honesto. Há fartas opções de menu degustação (até demais pra nós). Por isso nos restringimos a um prato principal por pessoa acompanhado pelos famosos sticky rice de jasmim e orgânico. Amei o arroz orgânico! Até comprei uma caixinha desse arroz na loja do restaurante para presentear a Maysa. Ela também aprovou. A marca Blue Elephant possui diversos produtos: ingredientes para receitas tailandesas, acessórios e itens de decoração. Até nos free-shops dos aeroportos da Asia é possível encontrar seus produtos.

Blue Elephant 2

Para embalar a noite, escolhemos um vinho branco tailandês e nos surpreendemos. Não sabíamos que a Tailândia produz bons vinhos. Esse Chenin Blanc – safra 2010, da vinícola PB Valley, estava delicioso e acreditem: feito de arroz! Tudo lá é na base do arroz. Impressionante.

Blue Elephant 3

Antes de chegarem os nossos pratos, acabamos sendo presenteados com duas entradinhas da casa, saborosas e uma delas bem picante. Falando nisso, as opções de pratos no menu são niveladas de zero a três pimentas, para que ninguém seja surpreendido. Nos restringimos as marcações sem ou com 1 única pimenta.

Blue Elephant 4

Um dos pratos eleitos foi peito de pato marinado no molho de tamarindo coberto por chalota frita (semelhante à miniatura de uma cebola, com sabor mais delicado) e couve crocante. Fantástico!!! Melhor pato que já comi na vida. O molho de tamarindo com uma carne de sabor tão marcante faz uma combinação incrível! Bela surpresa. O outro prato foi composto por costelas grelhadas com mel orgânico e ervas tailandesas. Também aprovadíssimo!

Descrições no cardápio:

Tamarind duck: Grilled medium rare marinated duck breast topped with sauce made of golden sweet tamarind from Petchaboon Province, accompanied by fried shallots and crispy kae

Blue Elephant 6

Grilled spare ribs with honey: Blue Elephant recipe of grilled spare ribs with organic honey and Thai hebs from the Royal Project Farm

Blue Elephant 5-a

O arroz de jasmim e o arroz orgânico são servidos quantas vezes desejar, costume bem comum nos restaurantes do Sudeste Asiático. Mas esse arroz orgânico (o escurinho) foi o melhor de toda a viagem. Aliás, os outros foram só arroz. Esse foi O Arroz!

Blue Elephant 4-a

A sobremesa deixou a desejar. Pelo menos essa que escolhemos não casou com o nosso paladar. A mousse de chocolate estava bem gostosa, mas é só uma mousse. E não curti o créme brulée de gengibre, que era a minha grande expectativa. Esperava que ao creme seria adicionado um toque de gengibre dando uma leve ardida e contrabalanceando com o doce. Mas vieram pedaços de gengibre no meio do creme. Achei esquisito.

A descrição no cardápio: Ebony & Ivory – Ginger Crème Brulée and Belgium Chocolate Mousse together in perfect harmony side by side on the plate

Blue Elephant 7

Mesmo assim, não deixamos a pobre sobremesa influenciar a perfeição do jantar. Nota dez para o Blue Elephant e melhor ainda se a noite começar na altura do Sky Bar.

Sky Bar
63º andar do Hotel Lebua
1055 Silom Road – Bangrak – Bangkok
Funcionamento: todos os dias das 18:00 – 01:00

Blue Elephant
233 South Sathorn Road – Kwaeng Yannawa, Khet Sathorn – Bangkok
Funcionamento: Todos os dias das 11:30 às 02:30

Beijos e até,

Paula

Paula nova

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De malas prontas: Templos de Bangkok

Oi pessoal,

Depois de mostrar aqui a viagem pelas lindas praias do sul da Tailândia e todo o encanto da bela Chiang Mai ao norte do país, chegou a vez de contar sobre a sua capital e a porta de entrada do Sudeste Asiático para quem voa de qualquer lugar do mundo. Se o que mais impressiona ao viajar para esse cantinho do globo é o choque cultural, transitar por Bangkok é cair de pára-quedas na realidade dos tailandeses. Não basta a intensa pesquisa prévia. Por mais bem informado que se esteja, com roteiro estruturado, boa noção dos usos e costumes, Bangkok vai te surpreender. De alguma forma. Há quem ame e quem odeie. No mínimo, pode-se dizer que essa cidade é bem complexa: muita gente, muito trânsito, muita poluição, muitos cheiros, muitos templos, muitos sorrisos, muita comida de rua, muitas massagens, muita falta de higiene, muitos canais, muitos arranha-céu, muitas cores, muitas luzes, muitos sons, muita negociação, muita mímica pra se comunicar com a maioria que não fala inglês.

Nosso primeiro dia em Bangkok foi destinado a conhecer seus principais templos: O Grande Palácio Real, o Buda de Esmeralda (Wat Phra Kaew), o Buda Deitado (Wat Pho), o Buda de Ouro (Wat Traimit) e o Templo do Amanhecer (Wat Arun). Para ir e vir fizemos várias viagens de barco, entre as estações dos canais, e apenas uma corrida de tuk-tuk (depois de muita pechincha). Na ausência de um transfer contratado, evite os taxis e tuk-tuks, as pegadinhas e a sensação de estar sendo sempre enrolado. A melhor opção, após decifrar os enigmas das linhas e estações, são os barcos e o metrô (MRT e BTS). Importante: no dia de visita a templos, vá com calças e blusas que cubram os ombros, folgadas e com cores neutras.

O Grande Palácio Real é um conjunto de edifícios que serviu como residência oficial do rei da Tailândia por cerca de 200 anos até o Século XX. É uma intensa mistura de cores e informações. É o símbolo da realeza e do Budismo. Nesse complexo está localizado o Wat Phra Kaew, o templo sagrado do Buda Esmeralda (que não pode ser fotografado).

Wat 2

Wat 3

Wat 4

Wat 9

Wat 5

Wat 8

O Templo do Buda Deitado é o maior e mais antigo templo de Bangkok e está localizado a 10 minutos a pé do Grande Palácio. A escultura de Buda possui 45 metros de comprimento! Nesse templo também está localizada a escola de massagem mais tradicional da Tailândia.

Wat 7

Wat 6

O Templo do Amanhecer está localizado à beira do rio Chao Phraya, ao lado oeste. O melhor lugar para fotografar o Wat Arun é de dentro rio, vindo de barco do Wat Pho, especialmente se for no pôr do sol. Subir a escadaria íngreme da pagoda também oferece uma vista bonita a 80 metros de altura.

Wat 10

Wat 12

Wat 13

O Templo do Buda de Ouro, localizado na entrada de Chinatown, contém a maior imagem de Buda de ouro maciço do mundo, chegando a pesar 5,5 toneladas. No século XVIII, durante a guerra com a Burma, essa imagem foi coberta por gesso para escondê-la dos invasores. Muitos anos depois, em sua transferência para Wat Traimit, ao cair no chão no momento da instalação, o gesso se quebrou, o ouro maciço voltou a se tornar visível e a imagem resgatou seu devido valor.

Wat 1

Além desses, Bangkok é repleta de muitos outros templos. Mas se o interesse for em conhecer apenas os principais, esse é o roteiro clássico.

Beijos e até,

Paula

Paula nova

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De malas prontas: Borboletas & Orquídeas – Chiang Mai (Tailândia)

Oi pessoal,

Voltando às dicas de Chiang Mai, na Tailândia, o post de hoje apresenta um dos lugares mais naturalmente coloridos da nossa viagem: o orquidário e o viveiro de borboletas. Esse é um passeio curtinho e conjugado com outras atrações. Nós fomos logo após ter ido ao Tiger Kingdom, porque são bem próximos, e aproveitamos para almoçar no restaurante de lá, um buffet self-service simples e gostosinho. Como havíamos feito a nossa aula de culinária thai no dia anterior, soubemos interpretar e aproveitar bem a variedade de pratos disponíveis.

Em uma programação clássica de roteiro de agência, o orquidário e o viveiro de borboletas são seguidos de uma visita à aldeia das Mulheres-Girafa, de um rafting em jangada de bambu e do passeio no lombo de elefantes. Chiang Mai é assim: uma fartura de atrações e sensações para viver o Sudeste Asiático.

Orquidário

Esse orquidário chama-se Sai Nam Phung Farm, considerada a maior fazenda de orquídeas em Chiang Mai, localizada a 2 km do centro ao longo da rota Mae Rim-Samoeng. A fama de grandeza não vem do tamanho do lugar, até porque de fazenda não tem nada, e sim, da imensa variedade de espécies de orquídeas. Desbancou o orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que eu já considerava incrível.

Orquidário 3

Orquidário 2

Orquidário 4

Orquidário 5

O viveiro de borboletas também é pequeno, mas é divertido ficar procurando pelas borboletas pousadas nas plantas, ser surpreendido por outras tantas voando e observar as lagartas em formação nos casulos, esperando sua vez de voar. É uma adorável atração para as crianças e uma excelente oportunidade para tirar lindas fotos. Algumas frutas, como abacaxi, estão sempre dispostas para adoçar a vida das borboletas. A dica é lambuzar o dedo na fruta e torcer para que uma delas pouse em você para extrair todo o melado. Eu juro que não passei abacaxi no nariz!

viveiro de borboletas 1

viveiro de borboletas

viveiro de borboletas 4

viveiro de borboletas 2

viveiro de borboletas 3

Sai Nam Phung Farm
Distrito de Mae Rim – Chiang Mai
Funcionamento: 08h00 – 17h00
Preço: cerca de US$ 2 a 3

Beijos e até,

Paula

Paula nova

 

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De malas prontas: Aula de culinária thai em Chiang Mai (Tailândia)

Oi pessoal,

Seguindo as dicas de Chiang Mai, na Tailândia, vou contar agora sobre um dos momentos mais esperados da nossa viagem pelo Sudeste Asiático: a aula de culinária thai. Na pesquisas prévias à viagem, descobri que a Thai Cookery School é umas das instituições mais renomadas por lá. Nós agendamos o curso Smart Cook com uma programação que dura todo o dia e inclui a execução de cinco pratos a escolher dentre quatro sugestões para cada categoria.

Foi uma experiência incrível conhecer a autêntica culinária tailandesa, além de que, foi um dia muito agradável e divertido. A nossa turma era formada por 11 integrantes, cada um de um canto do mundo: havia franceses, belgas, irlandeses, australianos, filipinos e nós, brasileiros. O curso foi conduzido em inglês, ao custo de cerca de US$ 50 por pessoa, incluídos todos os transportes, as refeições e o livro de receitas.

O dia começou com a visita a uma feira para conhecimento geral dos ingredientes comuns da culinária thai. A nossa professora passou uns 20 minutos nos apresentando aos alimentos que usaríamos em nossas receitas naquele dia. Descobrimos que um simples manjericão tem 3 variações por lá (sweet basil, holy basil e lemon basil). Para fazer uma pasta de curry, por exemplo, pode ser necessário mais de 10 ingredientes.

Thai Smart Cook Day

Depois da feira, fomos até a estação de trem de Chiang Mai para embarcar em uma viagem de 25 minutos até a estação Pasao, localizada em Aonang Muang. Da estação até a casa onde ocorreria a aula, fomos pedalando por uns 15 minutos.

Thai Smart Cook Day 1

Chegando à casa, a primeira etapa foi escolher os pratos que iríamos preparar. Tarefa difícil, mas essencial para o planejamento da cozinha. Feito isso, mãos à obra. Ao longo das quatro horas que passamos lá, após cada prato preparado, havia uma pausa para saboreá-lo. Todas as minhas escolhas foram aprovadas. Amei tudo! A seguir, vocês podem conferir alguns momentos da aula e as minhas criações.

Thai Smart Cook Day 2

Thai Smart Cook Day 3

Pad thai

Pad thai

Chicken in coconut milk soup

Chicken in coconut milk soup

Spring Rolls

Spring Rolls

Banana spring rolls

Banana spring rolls – recheio de banana e calda de leite condensado

Força no punho para o preparo da pasta de curry

Força no punho para o preparo da pasta de curry

A pasta de phanang curry no ponto

A pasta de phanang curry no ponto

Phanag curry with chicken cozinhando na wok

Phanang curry with chicken cozinhando na wok

O preparo do sticky rice

O preparo do sticky rice

Sweet sticky rice with mango

Sweet sticky rice with mango

Achei linda essa sobremesa Sweet sticky rice with mango e muito interessante a forma de colorir o arroz, acrescentando uma flor azul junto ao leite de coco na wok. Esse arroz amarelinho por cima do sticky rice azul é um arroz frito (crispy rice), bem sequinho e crocante. As castanhas de cajú deram um constraste salgadinho ao doce do arroz e da manga. Como a manga é doce na Tailândia. Impressionante!

Os pratos tailandeses, apesar de contarem com muitos ingredientes comuns aos nossos, são preparados de forma muito distinta e isso causa uma estranheza visual e sensorial. É muito comum começar a viagem do Sudeste Asiático por Bangkok e digo que choca ver tantas barraquinhas de rua preparando comidas que são indecifráveis e muitas vezes servidas como sopas ou qualquer coisa frita espetadas em palitos ou dispostas em saquinhos plásticos para comer com a mão. Em geral, as comidas de rua são muito gordurosas, feias e pobres em nutrientes. Sem mencionar a falta de higiene…

Ter feito esse curso nos proporcionou a habilidade de interpretar a comida tailandesa. Em uma simples sopa, por exemplo, há alguns temperos que estão ali simplesmente para dar gosto e que não devem ser ingeridos, porque vão te fazer mal. Então, devem ser desprezados. E no meio a tanta coisa boiando no prato, era comum nos depararmos com ingredientes brancos molengos. Antes do curso, pensávamos que seria alguma carne gordurosa de porco, e então, descobrimos que também podem ser tofu ou cogumelo cozidos.  Até mesmo aprender o nome dos pratos fez toda a diferença ao ler tantos cardápios ao longo da viagem. Se não fosse por esse curso, certamente teríamos passado boa parte dos nossos dias procurando por comida ocidental. Essa, portanto, é uma excelente dica. Melhor ainda se realizada logo no início da viagem. Pode salvar a sua alimentação e te dar coragem para desfrutar o melhor que a culinária tailandesa tem a oferecer. Nesse dia, sem dúvida, fizemos a melhor refeição de todo o Sudeste Asiático. E o melhor, tudo feito por nós mesmos.

Beijos e até,

Paula

Paula nova

 

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