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De malas prontas: Noite em Paris

Oi pessoal,

Quando pensamos nos destinos que pretendemos conhecer ou retornar, costumamos imaginá-los de alguma forma especial. É comum resgatarmos uma mesma imagem tantas vezes a partir de uma cena que nos marcou, seja ela vivenciada, ou extraída de um filme, uma foto, um quadro ou mesmo de pesquisas para montar um roteiro de viagem.

Muitas cenas são tipicamente diurnas e ativas. Isso ocorre porque de férias nos visualizamos livres e bem dispostos. E disposição muitas vezes remete a sol. Entretanto, algumas cenas de viagem são particularmente noturnas. Especialmente quando são românticas. E como não poderia deixar de ser, eu vejo uma Paris noturna em meus pensamentos.

Já explorei programas diurnos em Paris aqui no blog, então hoje é dia de conhecer os encantos da noite da Cidade Luz.

Rio Sena

Rio Sena

Um piquenique na margem do Rio Sena sob os graciosos postes de luz pode ser muito especial, se as condições climáticas favorecerem. Basta uma ida ao mercado Monoprix para selecionar os melhores produtos locais em um só local. Ou então, levar uma bolsa de feira à Montmartre e recheá-la com produtos artesanais e diversas delícias parisienses, que como lá, melhor não há. Devidamente abastecido, basta caminhar pelas margens do Rio Sena e encontrar um cantinho para chamar de seu. Nem muito vazio, nem muito cheio. Um lugar reservado, mas seguro, ok?

Torre Eiffel no cair da noite

Torre Eiffel no cair da noite

Outro programa imperdível é caminhar beirando o Rio Sena no fim de tarde até a Place du Trocadéro, no 16º arrondissement, e acompanhar os avanços do pôr do sol, refletido em diversos ângulos da Torre Eiffel, com diferentes tonalidades de dourado.

E então, basta aguardar pelo espetáculo maior, no centro da Place du Trocadéro. Ao cair da noite, a Torre enche o cenário de luz, e a cada hora cheia, cintila durante cinco minutos, até 01h00. A artista principal é ainda embalada por um corpo de baile da Fontaine de Varsovie, com seus lagos artificiais em cascata, em perfeita sincronia com os jatos dos canhões de água. É mágico! Tacinhas descartáveis preenchidas por um bordeaux ou champagne engrandecem o momento. Vale lembrar que, dependendo do período do ano em que se visita Paris, é importante estar atento à variação de horários do pôr do sol, entre 17h00 no inverno e 22h00 no verão.

Torre Eiffel vista da Place du Trocadéro

Torre Eiffel vista da Place du Trocadéro

Torre Eiffel cintilando

Torre Eiffel cintilando

Reserve uma quarta ou sexta-feira para visitar o Louvre, quando o museu funciona até às 22h00. Além de pegar as salas principais mais vazias próximo do horário de fechamento, será possível passar um tempo no exterior do museu admirando as pirâmides iluminadas. 

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Esses foram alguns programas noturnos que fiz e recomendo. Um tour de bike à noite pelos principais pontos turísticos de Paris também é um programa gostoso. Existem diversas empresas que organizam passeios em grupo.

Paula

Paula nova

 

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De malas prontas: Um passeio pelo Quartier Latin – Paris

Oi pessoal,

Hoje é dia de desbravar os arredores do Quartier Latin, região de Paris que cerca o bairro 6 e parte do bairro 5, e concentra diversas escolas e universidades. O centro do Quartier Latin é a tradicional Sorbonne, que até meados da Revolução Francesa ainda era intitulada como a Universidade de Paris. Até que, em 1970, ela foi transformada em um complexo de treze universidades autônomas, mantidas com recursos públicos.

Uma bela forma de iniciar o passeio é visitando a Catedral de Notre Dame, localizada na pequena Île de la Cité, rodeada pelas águas do Rio Sena.

Frente da Catedral de Notre Dame

Frente da Catedral de Notre Dame

Lateral direita da Catedral de Notre Dame

Lateral direita da Catedral de Notre Dame

Uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico, teve sua construção iniciada em 1163, e possui uma atmosfera vibrante, tanto no seu interior, como no alto de suas torres. De lá é possível admirar uma das vistas mais bonitas de Paris. A entrada para as torres é no exterior da catedral, ao lado esquerdo da fachada. Vale a pena se programar para chegar no primeiro horário (10h00), para evitar a fila longa e demorada. A entrada tem uma frequência de 10 a 15 minutos, liberando cerca de 20 pessoas por vez, para que todos possam subir com tranquilidade os 387 degraus.

Vista do alto da Torre de Notre Dame

Vista do alto da Torre de Notre Dame

A cerca de 1km da Notre Dame, passando pela Sorbonne, chega-se ao Panteão. O monumento construído no estilo neo-clássico, com influências das arquiteturas gótica e grega, guarda os restos mortais dos grandes homens franceses. O que mais gostei de ver ali foi o Pêndulo de Foucault, experiência do físico francês Jean Bernard Léon Foucault, concebida para demonstrar a rotação da Terra. Fantástico!

Panteão de Paris

Panteão de Paris

Cúpula do Panteão

Cúpula do Panteão

O Pêndulo de Foucault

O Pêndulo de Foucault no interior do Panteão

Após essas visitas chegou o momento da pausa para o almoço. A 5 minutos do Panteão, na 12 Rue Soufflot, está localizado o Crêpes à GoGo. Fomos atraídos pelos apetitosos crepes sendo saboreados por parisienses nas mesinhas expostas na rua. Quando avistei a cor da massa do crepe, percebi na hora que era feito com grão sarraceno. Na hora me lembrei do Le Blé Noir, creperia em Copacabana (RJ), cujas galettes são preparados no estilo da Bretanha. Não restaram dúvidas. Eu tinha que comer uma galette de grão sarraceno na França!

Crepes a GoGo

Crêpes à GoGo

Os ingredientes eram simples e o preço bem em conta (média de 5 euros). A apresentação era exatamente o que eu esperava. Uma massa fina e crocante na medida, com um recheio suculento de perú defumado, queijo e ovo. Assim como no Le Blé Noir, junto à galette vinha uma saladinha temperada bem gostosa. Para beber, cidra da casa!

Galette de perú defumado, queijo e ovo

Galette de perú defumado, queijo e ovo

Não chegamos a experimentar os crepes doces, porque a sobremesa viria um pouco mais a frente, no número 22 da Rue Soufflot. Ali encontra-se uma unidade da rede de gelateria italiana Amorino, onde saboreamos um waffle com cobertura de nutella e sorvete de pistache e chocolate. Divino!

Gelateria Amorino

Gelateria Amorino

Waffle com calda de chocolate e sorvete de pistache e chocolate

Waffle com calda de nutella e sorvete de pistache e chocolate

Encerrada a comilança, agora é só esticar até o Jardim de Luxemburgo para uma agradável caminhada ou uma simples relaxada.

Jardim de Luxemburgo

Jardim de Luxemburgo

Nada como um dia em Paris para refrescar a alma, não?

Paula

Paula nova

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Gastronomia: Le Relais de l’Entrecôte (Paris) x Filé de Ouro (Rio)

Olá pessoal,

Hoje vou dar uma dica dupla de gastronomia. Ainda na onda da viagem à Europa, uma amiga minha disse que eu não poderia deixar Paris sem experimentar, segundo ela, o melhor bife com batata frita do mundo. E me alertou que no Relais de l’Entrecôte, eu não teria outra opção a escolher. Lá só é servido esse prato! Fiquei surpresa, mas até que gostei de ir a um restaurante com uma única opção de comida, já que eu sempre sofro com a dúvida de qual prato eleger. E já que eu ia experimentar o melhor bife com batata frita do mundo, me senti na obrigação (oh, que problema) de finalmente conhecer o famoso “Filé de Ouro” no Rio de Janeiro. Antes de começar as comparações, devo ressaltar que apesar de se tratar de bife e batata frita, os dois pratos tem muito pouco em comum. O parisiense é um filé com um molho especial com fritas e o carioca é o conhecido filé à Oswaldo Aranha com batatas portuguesas, farofa de ovos, arroz e feijão.

Sei que em São Paulo o Chef Olivier Anquier abriu um restaurante exatamente no estilo do Relais de Entrecôte, o bistrô l’Entrecôte d’Olivier. Nesse caso, os paulistas que já foram ao l’Entrecôte de SP merecem fazer a comparação com o de Paris. E para os cariocas, é uma oportunidade de se deliciar com esse prato com a distância apenas de uma ponte-aérea.

Mas a questão do post de hoje é: Para quem já foi ao Relais de l’Entrecôte e ao Filé de Ouro, quando se pensa em filé, qual te dá mais água na boca? Qual te proporcionou a maior emoção?

Vamos às experiências…

Relais de l’Entrecôte (RE)

Le Relais de l’Entrecôte

O restaurante possui três unidades em Paris. Nós escolhemos a da 20 Rue Saint-Benoit, já que estávamos hospedados no bairro Saint Germain. Como eu já imaginava, a fila de espera era longa, mas entramos em uns vinte minutos. Percebi que para ir a dois, entra-se bem mais rápido, e olha que era uma sexta-feira à noite. Na verdade, o serviço é bem ligeiro, então as mesas são liberadas muito rápido. Inclusive, as garçonetes não permitem ninguém molengando no restaurante. rs

Ao sentarmos, a garçonete perguntou o que íamos beber e o ponto do nosso filé. Optamos por uma garrafa de vinho da casa que era bem simples, mas adequado para ser apenas o coadjuvante da noite.

Vinho da casa – Tarn Réserve

Logo depois, foi servida uma salada verde de entrada com nozes e molho a base de mostarda Dijon. Bem apimentada, boa para abrir o apetite!

Salade aux noix

E logo que terminamos a nossa saladinha, foi servido o prato principal. À primeira vista, pareceu pouca comida. Mas como estávamos de olho nas sobremesas das mesas vizinhas, sobraria espaço para alguma delas. Nossa, que bife gostoso, muito macio. E o molho??? Com certeza, o segredo está naquele molho. Apesar de várias especulações e algumas bem surpreendentes, a receita do molho do RE é guardada a sete chaves. E conforme íamos nos deliciando com aquele filé e aquelas batatas crocantes e fininhas, cogitávamos a possibilidade de abrir mão da sobremesa e pedir mais um prato para dividir. E quando estávamos terminando e prontos para pedir “BIS”, eis que surge a garçonete com uma travessa de filé e serve a mesma porção que veio no prato. Parecia que ela estava lendo o nosso pensamento. E quando eu estava sendo solidária ao Pedro (meu marido) ao ceder algumas das minhas batatas, já que ele já tinha devorado as dele, veio a garçonete com a travessa de fritas e nos serviu tudo de novo. Nessa hora nós quase choramos! O prato é servido inicialmente com a metade da porção, enquanto a outra metade é mantida aquecida na travessa. Acho que foi a vez que eu mais comi na minha vida. Eu como pouco, mas não queria desperdiçar um bifinho nem uma batatinha. Sobremesa nem pensar. Ainda assim, foi incrível. Com certeza, o RE não contribui para a fama das pequenas porções francesas. Para quem não está acostumado, é uma comida pesada para jantar. Acho que a minha próxima vez por lá será no almoço, assim dou uma boa caminhada depois para digerir aquilo tudo. A conta com os dois pratos, vinho e água totalizou o equivalente a R$180,00. Com certeza vale. Não é a toa que um restaurante que serve um único prato forma fila na porta todos os dias!!! Memorável!

Entrecôte a point

Filé de Ouro

O restaurante

Ainda com o gostinho do RE na memória fomos ao Filé de Ouro, na Av. Jardim Botânico, 731. O restaurante foi inaugurado na década de 60, ainda forma fila na porta e tem gostinho de comida caseira. Escolhemos o famoso Filé a Oswaldo Aranha, um corte de filé respeitável (300g), coberto por lâminas de alho frito, acompanhado de batatas portuguesas (sequinhas), arroz branco, feijão preto e farofa de ovos. Esse é um típico prato brasileiro encontrado em qualquer restaurante de carnes, mas como esse, realmente eu nunca havia comido. Que filé!!! Que alho frito!! E os acompanhamentos deliciosos, perfeitos!

Filé à Oswaldo Aranha

Zoom no filé porque ele merece

 As porções são bem fartas, tanto que éramos dois casais e pedimos o prato para três pessoas. Ainda bem, pois assim como no RE, eu teria ultrapassado o meu limite.  A minha porção de Oswaldo Aranha fez um belo conjunto com o bolinho de bacalhau de entrada, o choppinho e o pudim de leite para encerrar. Tudo aprovado! Brasileiro sabe mesmo servir uma boa carne. Não é à toa que gringo vem pra cá e fica maluco. A conta totalizou R$140,00 por casal. Um bom preço pela qualidade dos pratos.

O prato completo

Os bolinhos de bacalhau de entrada. O sorriso foi por nossa conta, ok?

Para resumir: Fui bem atendida nos dois restaurantes, os ambientes são agradáveis, os pratos são ótimos e diferenciados, os preços são semelhantes (contando que no RE tomamos um vinho francês) e saí muito satisfeita. Mas o Filé de Ouro tem duas importantes vantagens: a primeira, ele é carioca, portanto de fácil acesso (rs) e a segunda, é impossível enjoar de um Filé a Oswaldo Aranha. Aliás, é sempre uma das coisas que mais me dá saudade de comer quando viajo para fora do Brasil. Nada como um bife com batata frita bem acompanhado pelo nosso querido arroz com feijão. O molho do RE realmente é especial, mas acho que pode se tornar um pouco enjoativo comer lá com frequêcia. Esse problema (infelizmente) eu não terei. Hehe

Beijos e até a próxima!

Paula

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De malas prontas: Pelas ruas de Montmartre – Paris

Oi pessoal!

No meio de tantos pontos obrigatórios, Montmartre ocupou uma posição de destaque na minha lista das lembranças mais especiais de Paris. Passear pelas ruas desse bairro boêmio é reviver os tempos de Picasso, Monet, Renoir, Modigliani e tantos outros artistas da Belle Époque. Se deixar levar pelas ruelas, ladeiras e escadarias dessa charmosa colina, com talentos gastronômicos e artísticos, e de repente, dar de cara com a exuberante basílica de Sacré Couer e sua bela vista de Paris, é uma combinação que inspira e marca. Vou me dedicar aqui aos momentos que mais curti ao longo do passeio, que durou um dia inteiro (sem ao menos sentir o tempo passar). Por isso, vou pular o Moulin Rouge, o famoso cabaré que todos já ouviram falar.

Passear pelas ruas de Montmartre é…

Se sentir em um cenário de filme. Surpreender-se com cada esquina, escadas e muros.

Escadarias de Montmartre

Pelas ruelas e ladeiras de Montmartre

A charmosa rua Lepic

A casa dos nove passarinhos

Se encantar com a vitrine de uma boulangerie e perceber que ela é ganhadora de vários prêmios, entre eles, a melhor baguete de Paris. Entrar e matar todos os “sonhos de consumo” parisienses: crème brûlée (o melhor que eu já comi), éclair, madeleine, financier, palmier, e claro, a baguete! Feito isso, o próximo objetivo era passar em uma fromagerie e numa lojinha dessas que vende tomate seco e azeitonas para completar os ingredientes do nosso lanche. Acompanhados de um bom vinho, claro. E nem precisamos fazer esforço para encontrar todos esses itens.

A melhor boulangerie de Paris

Crème brûlée, éclair, madeleine, financier e outras delícias

Pães dignos de premiações

Entrar em um ateliê e conversar com o artista, enquanto escolhe a obra que será autografada por ele. Agora uma pintura surrealista de André Martins de Barros decora a coluna de quadrinhos da nossa casa.

Ateliê do artista

Pintura de André Martins de Barros

Tomar um chá quando o frio bater. Na 15 Rue des Abbesses está localizada a Kusmi Tea. Essa loja encanta, não sei se pela intensa variedade de sabores ou pelo colorido da decoração e das embalagens. A marca surgiu em 1867 em São Petersburgo, na Rússia, e chegou à França em 1917, quando seus criadores se instalaram em Paris fugindo da revolução russa. Depois de sentir diversos cheiros e testar alguns sabores, escolhi um delicioso detox para esquentar a minha caminhada. Ah se tivesse uma lojinha dessa no Centro do Rio para tomar um chá pós-almoço…

Loja Kusmi Tea

Os aromas dos chás

Ser atraído por um bom som. A banda Les Presteej de pop soul, que estava instalada um pouco antes de chegarmos à Place du Tertre, seduziu nossos ouvidos e tivemos que parar. Eu queria levar aquele som comigo, e consegui. Eles vendem o cd “Le temps passe” enquanto se apresentam. Muito bom por sinal! Pesquisei depois na internet e eles já tocam há alguns anos pelas ruas de Montmartre e existem diversos vídeos de turistas que curtiram o som e publicaram no youtube.

Ao som de Les Presteej

Se render à Basílica de Sacré Couer. O que mais gostei nesse cenário foi o contraste de uma arquitetura romana em mármore todo branquinho com o colorido das pessoas ocupando suas escadarias enquanto cantam com os músicos que marcam ponto por ali. A basílica é imponente por fora e tem uma energia muito forte por dentro. Vale muito a pena subir até a cúpula, onde é possível admirar uma vista panorâmica e especial de Paris.

Música nas escadas da Sacré Couer

De costas para a Sacré Couer

Vista da torre da Sacré Coeur

Comer com charme. Passar em frente ao Moulin de la Galette e apesar de não tê-lo escolhido para o restaurante do dia, parar para fotografar porque ele é muito lindo e especial. Esse restaurante já foi um antigo moinho de trigo e é o único remanescente dos 14 que funcionavam em Montmartre. É famoso por ter inspirado Renoir em sua obra “Le bal du moulin de la galette”. Por sorte, a nossa amiga e colaboradora do blog, Otávia, também em visita recente à Paris, viu a dica sobre ele no blog Conexão Paris, foi até lá, contou sua experiência e cedeu a foto do seu prato.

“O Restaurante é uma graça, a decoração moderna e aconchegante e a comida muito gostosa. Comi um peixe com lagostin e o meu marido comeu um frango com polenta. Os pratos são super elaborados, preparados com um monte de ingredientes e temperos diferentes, proporcionando uma explosão de sabores. As porções não são muito fartas (bem estilo francês), por isso, se estiver com muita fome aconselho pedir uma entrada. Ah, não deixem de comer a sobremesa panna cota com pistache e calda de frutas! Estava maravilhosa! Os preços não são baratos. Custam na média 25 euros e a sobremesa, em torno de 12 euros, mas vale muito a pena. Só de lembrar me dá água na boca!”

O único moinho remanescente

Peixe com lagostin

Comer com diversão. Não resistir ao saber que existe uma casa de fondues que serve vinho em uma mamadeira!! E foi lá que nós encerramos as nossas atividades por Montmartre: Le Refuge des Fondues, na 17 Rue des 3 Frères. O fondue em si não foi o que marcou. Já comi fondues de queijo melhores. Também reparei que o que tinha mais saída era o de carne. Talvez esse sim fosse diferenciado. O que valeu mesmo foi a experiência. O ambiente é muito descontraído, bem frequentado, e há apenas duas longas mesas, o que torna o momento de sentar uma brincadeira à parte. Normalmente, os homens se sentam ao corredor e as moças em balcões encostados na parede, tendo que pular a mesa para alcançar o seu lugar (sempre auxiliadas pelo garçom). As paredes do restaurante são todas cobertas por um quadro negro completamente rabiscado com mensagens dos clientes. É claro que nós deixamos nossa marca ali. No bar, onde as mamadeiras são repostas, há uma colagem de notas de dinheiro do mundo todo. O nosso Real já estava representado com uma nota de R$ 2,00. Foi uma noite divertida! O lugar conquistou pela originalidade.

Fondue de queijos com mamadeira de vinho

Interior do restaurante Le Refuge des Fondues

Bem, vou encerrando por aqui e reforçando que, ao visitarem Montmartre, o façam sem pressa e observando cada detalhe. Até a próxima parada!

Paula

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De malas prontas: Jardim de Luxemburgo – Paris

Tão parisiense quanto caminhar pelas margens no Rio Sena é frequentar o Jardim de Luxemburgo, seja para relaxar pós almoço, praticar esportes, encontrar amigos, fazer um piquenique, ler um livro ou simplesmente ver a vida passar.

Jardim de Luxemburgo

Considerado o maior parque público de Paris, abriga o que já foi residência de Marie de Médicis, mãe do Rei Luís XIII, e hoje é a sede do Senado Francês.

Palácio de Luxemburgo – Sede do Senado da França

Observar tantas atividades distintas dividindo o mesmo espaço em harmonia dá a sensação de que todos ali cuidam daqueles floridos jardins como se fossem a extensão de suas próprias casas. Os gramados são convidativos para repousar e não é a toa que em dias ensolarados pode ser difícil achar um cantinho pra chamar de seu. Basta caminhar um pouco mais que ele aparece. Nós não resistimos e chegando ali pós almoço tiramos uma soneca de 1 hora! 

Pra relaxar

E quando já estava em tempo de voltar a esticar as pernas, fomos nos encantando com a divisão natural que aquele paisagismo proporcionou. Há o cantinho da bagunça das crianças, a grande sombra para o carteado dos aposentados, os ambientes de leitura, todos eles passagens no percurso dos atletas que correm sem serem percebidos.

Parquinho das crianças

E no meio de tanta atividade ainda sobram muitos pontos lindos e inspiradores para nos sentir vivos ao lado de quem nos faz sorrir.

Pra curtir a dois

Funcionamento:

Aberto todos os dias da semana e feriados em horários que variam de acordo com a estação do ano, entre 7:15h e 19:30h.

Endereço: Rue de Médicis com Rue de Vaugirard no bairro Saint Germain des Prés

Metrô: Estação Odéon

Paula

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