Canoagem polinésia no Rio de Janeiro

Olá! Nas próximas linhas vai um pouco da minha experiência com a canoagem polinésia nos mares do Rio. Uma excelente dica de programa que une paisagem com exercício físico.

A colonização das Ilhas Polinésias, considerada por muitos como uma das maiores aventuras da humanidade, se iniciou com a utilização das canoas polinésias há aproximadamente 10.000 anos.

Também conhecidas como canoas havaianas, outriggers, wa’a ou va’a (nome pelo qual são conhecidas internacionalmente), os barcos eram extremamente simples, funcionais e versáteis. Feitos com ferramentas rudimentares de pedras, ossos e corais, dois grandes pedaços de árvore eram unidos e ganhavam uma vela central, feitas de fibra de coco. Nascia a canoagem polinésia.

Como carioca nascido e criado em Ipanema, passei minha infância entre a praia e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Assim, minha relação com o mar não teria como ser diferente. Intensa. Poderia discorrer sobre como aprendi a nadar, sobre mergulho, ou até sobre as primeiras aulas de natação. Mas não. Vou me ater ao título deste post e falar da minha experiência com a canoagem polinésia no Rio.

Minha história com a cultura polinésia já vem de anos, – na verdade, começa com a tatuagem (assunto que merece outro post), e se estende à canoagem. Em 2007, através da indicação do tatuador e amigo Robertto (do Original Tattoo Studio), conheci o Rio Va’a Clube, – primeiro clube de canoa polinésia do Brasil. Desde então procuro manter uma rotina de remadas semanais, geralmente nas manhãs de Sábado.

O clube promove a prática da canoagem respeitando a tradição polinésia, e é interessante observar como a prática já é comum para todos os sexos e idades (recomendo entre os 6 e os 60 anos). Terças, Quintas ou Sábados, às 6h ou 18h, partindo da Praia da Urca ou da Praia Vermelha, cada oportunidade de remar pelo litoral carioca é uma experiência singular. Ver o Rio do mar é ainda mais lindo, – seja amanhecendo ou anoitecendo.

A canoagem é uma atividade outdoor em equipe que estreita laços de amizade, proporciona momentos de lazer, trabalho em equipe e experiência junto à natureza. Possibilita contato direto com paisagens ímpares, condiciona e fortalece o corpo e possibilita um mergulho profundo em aspectos culturais e filosóficos polinésios. O grupo de praticantes respeita os mesmos valores ancestrais do esporte.

Então, se é pra falar do que eu preciso, este é um ótimo meio de interação com a natureza e a minha comunidade. Para saber mais informações sobre esta experiência, entre em contato através do blog e acesse o site do clube Rio Va’a (http://www.riovaa.com/).

– Imua!

Aproveito para postar o trailer do documentário Family of the Wa’a, vale conferir:

Por Lucas Costa

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