De malas prontas: Borboletas & Orquídeas – Chiang Mai (Tailândia)

Oi pessoal,

Voltando às dicas de Chiang Mai, na Tailândia, o post de hoje apresenta um dos lugares mais naturalmente coloridos da nossa viagem: o orquidário e o viveiro de borboletas. Esse é um passeio curtinho e conjugado com outras atrações. Nós fomos logo após ter ido ao Tiger Kingdom, porque são bem próximos, e aproveitamos para almoçar no restaurante de lá, um buffet self-service simples e gostosinho. Como havíamos feito a nossa aula de culinária thai no dia anterior, soubemos interpretar e aproveitar bem a variedade de pratos disponíveis.

Em uma programação clássica de roteiro de agência, o orquidário e o viveiro de borboletas são seguidos de uma visita à aldeia das Mulheres-Girafa, de um rafting em jangada de bambu e do passeio no lombo de elefantes. Chiang Mai é assim: uma fartura de atrações e sensações para viver o Sudeste Asiático.

Orquidário

Esse orquidário chama-se Sai Nam Phung Farm, considerada a maior fazenda de orquídeas em Chiang Mai, localizada a 2 km do centro ao longo da rota Mae Rim-Samoeng. A fama de grandeza não vem do tamanho do lugar, até porque de fazenda não tem nada, e sim, da imensa variedade de espécies de orquídeas. Desbancou o orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que eu já considerava incrível.

Orquidário 3

Orquidário 2

Orquidário 4

Orquidário 5

O viveiro de borboletas também é pequeno, mas é divertido ficar procurando pelas borboletas pousadas nas plantas, ser surpreendido por outras tantas voando e observar as lagartas em formação nos casulos, esperando sua vez de voar. É uma adorável atração para as crianças e uma excelente oportunidade para tirar lindas fotos. Algumas frutas, como abacaxi, estão sempre dispostas para adoçar a vida das borboletas. A dica é lambuzar o dedo na fruta e torcer para que uma delas pouse em você para extrair todo o melado. Eu juro que não passei abacaxi no nariz!

viveiro de borboletas 1

viveiro de borboletas

viveiro de borboletas 4

viveiro de borboletas 2

viveiro de borboletas 3

Sai Nam Phung Farm
Distrito de Mae Rim – Chiang Mai
Funcionamento: 08h00 – 17h00
Preço: cerca de US$ 2 a 3

Beijos e até,

Paula

Paula nova

 

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De malas prontas: Aula de culinária thai em Chiang Mai (Tailândia)

Oi pessoal,

Seguindo as dicas de Chiang Mai, na Tailândia, vou contar agora sobre um dos momentos mais esperados da nossa viagem pelo Sudeste Asiático: a aula de culinária thai. Na pesquisas prévias à viagem, descobri que a Thai Cookery School é umas das instituições mais renomadas por lá. Nós agendamos o curso Smart Cook com uma programação que dura todo o dia e inclui a execução de cinco pratos a escolher dentre quatro sugestões para cada categoria.

Foi uma experiência incrível conhecer a autêntica culinária tailandesa, além de que, foi um dia muito agradável e divertido. A nossa turma era formada por 11 integrantes, cada um de um canto do mundo: havia franceses, belgas, irlandeses, australianos, filipinos e nós, brasileiros. O curso foi conduzido em inglês, ao custo de cerca de US$ 50 por pessoa, incluídos todos os transportes, as refeições e o livro de receitas.

O dia começou com a visita a uma feira para conhecimento geral dos ingredientes comuns da culinária thai. A nossa professora passou uns 20 minutos nos apresentando aos alimentos que usaríamos em nossas receitas naquele dia. Descobrimos que um simples manjericão tem 3 variações por lá (sweet basil, holy basil e lemon basil). Para fazer uma pasta de curry, por exemplo, pode ser necessário mais de 10 ingredientes.

Thai Smart Cook Day

Depois da feira, fomos até a estação de trem de Chiang Mai para embarcar em uma viagem de 25 minutos até a estação Pasao, localizada em Aonang Muang. Da estação até a casa onde ocorreria a aula, fomos pedalando por uns 15 minutos.

Thai Smart Cook Day 1

Chegando à casa, a primeira etapa foi escolher os pratos que iríamos preparar. Tarefa difícil, mas essencial para o planejamento da cozinha. Feito isso, mãos à obra. Ao longo das quatro horas que passamos lá, após cada prato preparado, havia uma pausa para saboreá-lo. Todas as minhas escolhas foram aprovadas. Amei tudo! A seguir, vocês podem conferir alguns momentos da aula e as minhas criações.

Thai Smart Cook Day 2

Thai Smart Cook Day 3

Pad thai

Pad thai

Chicken in coconut milk soup

Chicken in coconut milk soup

Spring Rolls

Spring Rolls

Banana spring rolls

Banana spring rolls - recheio de banana e calda de leite condensado

Força no punho para o preparo da pasta de curry

Força no punho para o preparo da pasta de curry

A pasta de phanang curry no ponto

A pasta de phanang curry no ponto

Phanag curry with chicken cozinhando na wok

Phanang curry with chicken cozinhando na wok

O preparo do sticky rice

O preparo do sticky rice

Sweet sticky rice with mango

Sweet sticky rice with mango

Achei linda essa sobremesa Sweet sticky rice with mango e muito interessante a forma de colorir o arroz, acrescentando uma flor azul junto ao leite de coco na wok. Esse arroz amarelinho por cima do sticky rice azul é um arroz frito (crispy rice), bem sequinho e crocante. As castanhas de cajú deram um constraste salgadinho ao doce do arroz e da manga. Como a manga é doce na Tailândia. Impressionante!

Os pratos tailandeses, apesar de contarem com muitos ingredientes comuns aos nossos, são preparados de forma muito distinta e isso causa uma estranheza visual e sensorial. É muito comum começar a viagem do Sudeste Asiático por Bangkok e digo que choca ver tantas barraquinhas de rua preparando comidas que são indecifráveis e muitas vezes servidas como sopas ou qualquer coisa frita espetadas em palitos ou dispostas em saquinhos plásticos para comer com a mão. Em geral, as comidas de rua são muito gordurosas, feias e pobres em nutrientes. Sem mencionar a falta de higiene…

Ter feito esse curso nos proporcionou a habilidade de interpretar a comida tailandesa. Em uma simples sopa, por exemplo, há alguns temperos que estão ali simplesmente para dar gosto e que não devem ser ingeridos, porque vão te fazer mal. Então, devem ser desprezados. E no meio a tanta coisa boiando no prato, era comum nos depararmos com ingredientes brancos molengos. Antes do curso, pensávamos que seria alguma carne gordurosa de porco, e então, descobrimos que também podem ser tofu ou cogumelo cozidos.  Até mesmo aprender o nome dos pratos fez toda a diferença ao ler tantos cardápios ao longo da viagem. Se não fosse por esse curso, certamente teríamos passado boa parte dos nossos dias procurando por comida ocidental. Essa, portanto, é uma excelente dica. Melhor ainda se realizada logo no início da viagem. Pode salvar a sua alimentação e te dar coragem para desfrutar o melhor que a culinária tailandesa tem a oferecer. Nesse dia, sem dúvida, fizemos a melhor refeição de todo o Sudeste Asiático. E o melhor, tudo feito por nós mesmos.

Beijos e até,

Paula

Paula nova

 

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Novidade: Chef Rafa Costa e Silva abre as portas do Lasai

Olá pessoal!

Conheci o chef Rafa Costa e Silva ano passado, durante o Rio Gastronomia (veja aqui). Desde então aguardava ansiosa pela abertura de seu restaurante em Botafogo.

Rafa estudou no The Culinary Institute of America (2003), em Nova Iorque, onde conheceu sua esposa Malena, e no IBMEC Business School, no Rio de Janeiro (1998). Trabalhou em alguns restaurantes em Nova Iorque e na Espanha, sendo sua passagem mais marcante como chef do restaurante Mugaritz, de Andoni Luis Aduriz, na Espanha, eleito em 2011 o terceiro melhor restaurante do mundo pela Restaurant Magazine.

O projeto para abrir seu próprio restaurante foi longo. Antes de abrir as portas, ele e Malena, responsável pelo salão, contaram com a ajuda de ótimos profissionais para criar duas hortas orgânicas próprias, e galinhas. Assim, abastecendo o restaurante com ingredientes frescos e, algumas vezes, exclusivos. Também aproveitou seu tempo de planejamento para estabelecer relacionamento com fornecedores locais, sempre que possível. Ele valoriza o conceito ”from farm to fork” (da fazenda ao garfo) que prega a integração entre o produtor e o cozinheiro, o resgate do verdadeiro sabor dos alimentos, a sustentabilidade e a criatividade somada à inovação técnica. 

O Lasai, que significa tranquilo, em basco, possui capacidade máxima de 44 lugares. Segundo o chef, ele não pretende aumentar o número de mesas. Prefere trabalhar com calma para poder oferecer o menu da melhor maneira possível aos clientes. Os melhores lugares da casa definitivamente são os 4 do balcão à frente da cozinha. Infelizmente quando fiz minha reserva os lugares já estavam ocupados, mas acho incrível ficar observando o movimento da equipe e ainda bater um papo com o chef e saber maiores detalhes dos pratos. Com certeza sentarei lá na próxima vez!

A equipe também foi super bem selecionada, são 17 só na cozinha. Dentre eles, eu já conhecia o Thiago Berton do Pipo, que também trabalhou em grandes restaurantes como Mugaritz e El Bulli (Espanha), e Dom e Maní (São Paulo). Rafael Gomes trabalhou no Eleven Madison Park e no Gramercy Tavern (Nova Iorque) e no Mirazur (França). O venezuelano Oliver Gonzalez é o sommelier e trabalhou no El Celler de Can Roca e no Mugaritz (Espanha).

Belíssimo ambiente de todo o restaurante, me deixou com vontade de morar lá. A arquitetura e a decoração estão simplesmente divinas! Começamos a noite no lounge, no segundo piso. Enquanto decidíamos o que fazer em seguida, recebemos duas belas cervejas: Morada Kölsch da cervejaria Morada Cia Etílica e a Funk IPA da cervejaria 2cabeças. Muito boas!

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Em relação ao menu, há duas opções, o Festival por R$ 215, onde a equipe assume o controle e você não sabe quais serão os 14 pratos servidos e, o “Não me conte histórias” por R$ 155, no qual você escolhe 3 pratos entre as 9 opções disponíveis. Também há opção de dois menus de harmonização, um de 3 e outro de 6 etapas. Escolhemos o de 6 etapas, por R$ 150, e deixamos na mão do querido e super gentil Oliver, que tornou nossa noite ainda mais especial. Para quem não quiser a harmonização, há drinks e diversas opções de vinhos muito bem selecionados e, a melhor parte, todos são servidos em garrafa ou taça. Acho isso genial pois não são todos que conseguem beber uma garrafa inteira de vinho em um jantar. Palmas pelo conceito!

Ainda no lounge, aperitivos foram servidos enquanto curtíamos o delicioso ambiente com vista para o Cristo. O primeiro foi o crocante de arroz, tapenade de azeitonas, mini legumes orgânicos e brotinhos. Uma delícia, simples, com ingredientes fresquíssimos e crocantes. De cara já adorei e vi qual seria o tom do resto do jantar.

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O aperitivo seguinte foi simplesmente o único atum que já gostei nessa vida! Atum, alga nori e angostura. Nunca fui muito fã de atum por conta de seu gosto forte de ferro. Este estava delicioso, firme e com um gosto super suave. Amei!

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O próximo aperitivo foi uma carne de porco desmanchando e saborosíssima em uma pétala de cebola roxa. Excelente!

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De arrancar suspiros, recebemos então uma rabada incrível sobre uma fatia de brioche. Incrível!

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Finalizados os aperitivos, fomos para a nossa mesa que estava decorada com uma redoma que mostrava o ingrediente do dia. Milho negro.

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Recebemos a primeira bebida de nosso menu harmonizado, o belo champagne brut rosé Ruinart.

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Para fazer a transição entre os aperitivos e as entradas, recebemos um flan de milho com caldo de camarão. Muito leve e suave…

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Em seguida a incrível beterraba com ricota de ovelha. Quanto frescor! Simples e perfeito…

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Hora de receber a próxima bebida do menu, a incrível Saison à Trois da cervejaria Invicta. Com um gosto super interessante de capim-limão, sem ser perfumada demais. No bar, eles deram um toque de lima para acentuar esta característica.

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Eis que chega um dos melhores da noite, a gema de ovo caipira com espuma de inhame e leite de coco, crocante de carne seca e pão quentinho. A instrução é misturar a gema com a espuma e mergulhar o pão nessa maravilha. Muito cremoso e divino! Amoooo ovo!!!

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Mais um momento espetacular com a fresquíssima vieira, caldo de tutano e ervas. Gente, não dá para descrever a beleza desse prato. Sensacional!

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A terceira bebida do menu foi um belo vinho branco Chablis Gautheron 2011.

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Destaque neste momento para os belíssimos talheres…

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Em seguida recebemos um tinto Beaujolais Château Cambon Récolte 2010.

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Novamente o ataque do belíssimo atum, desta vez com brócolis, milho negro, brotos e caldo de ostra. Incrível o frescor e a textura de todos os ingredientes! A profundidade que o caldo de ostra trouxe ao prato é coisa de outro mundo. Sensacional!

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Em seguida recebemos um prato com muita personalidade, o Beijupirá com missô e mini cenouras. Fiquei apaixonada por essas mini cenouras. Quero em casa, e agora, Rafa?!

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A quinta bebida foi o vinho tinto Valdehermoso Roble 2011.

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Um maravilhoso ojo de bife de Wagyu, pimentão vermelho e cebolinha assados. Simplicidade e sabor…

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Quando achamos que partiríamos para a sobremesa, vem um agrado do chef. Malena disse que o Rafa quis que provássemos esse porquinho… Pois que bela surpresa! Uma carne realmente incrível! Uma costelinha suína com batata doce. Delícia!

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Para fazer a transição para as sobremesas, recebemos uma bela seleção de queijos brasileiros e um mamão desidratado. Os queijos eram, da esquerda para a direita, Gran Paladare (Chapecó – SC), Serra da Canastra (MG) e Serra da Estrela (Petrópolis). O Serra da Estrela foi meu favorito. Potente e incrível!

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A bebida para acompanhar as sobremesas foi esta belíssima sidra Charlotte Corday. Palmas ao Oliver pelo incrível menu harmonizado… Fantástico e com belíssimas surpresas.

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A primeira sobremesa foi o sorvete de coco, coco queimado, farinha de coco torrado e mini coentro. Absolutamente leve e refrescante. Super diferente o toque do mini coentro na sobremesa. Eu nem gosto de coentro e achei incrível!

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E a última sobremesa foi um bolinho de açaí, sorvete de açaí, farinha, banana assada e manjericão roxo… Sensacional! Sobremesa de gente grande. Novamente, ótima sacada com o manjericão roxo na sobremesa…

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Já estava muito satisfeita, então nem consegui pedir café. Com certeza ficará para a próxima, pois fiquei curiosa para conhecer o café da Tassinari, marca carioca.

Foi com grande felicidade e satisfação que terminamos nossa memorável refeição no Lasai, que já abriu como um dos melhores do Rio e, não duvido, do Brasil. Como consequência natural, não dou muito tempo para que entre na lista dos 50 melhores do mundo da Restaurant Magazine e ganhe suas estrelas Michelin. Não que o objetivo seja este, mas é simplesmente um reconhecimento certo de um restaurante com este nível de elegância, simplicidade, e devoção aos ingredientes… Apaixonante! Meus parabéns à Rafa, Malena, Thiago, Oliver e a incrível equipe do Lasai!

Lasai

Rua Conde de Irajá – 191, Botafogo

(21) 3449-1834 / (21) 3449-1854

reservas@lasai.com.br

Maysa

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Gastronomia: O maravilhoso Momofuku Noodle Bar (NYC)

Olá pessoal!

Hoje é dia de contar sobre uma das melhores experiências gastronômicas que tivemos em Nova Iorque: o Momofuku Noodle Bar.

O Noodle Bar abriu em Agosto de 2004 e foi o primeiro restaurante Momofuku do premiado chef David Chang que já trabalhou nas cozinhas de Jean-Georges, Tom Colicchio e Daniel Boulud. E o sucesso foi tanto, que em 2006 ele abriu o Momofuku Ssäm Bar e, em 2008, o Momofuku Ko. Hoje Chang já tem uma rede de estabelecimentos, incluindo Nova Iorque, Toronto e Sydney.

Depois de passar a tarde fazendo tatuagem com a talentosíssima Camila Rocha, estávamos cansados e famintos. Chegamos ao Noodle Bar por volta de 19h e ficamos bebericando umas cervejas na fila enquanto esperamos 50 minutos para conseguir um lugar no balcão. Amei ficar observando o ritmo frenético daquela incrível cozinha e a concentração e maestria da equipe.

Momofuku NB 01

E foi neste primeiro estabelecimento que surgiram os famosos pork buns, também servidos no Ssäm Bar. São deliciosos pãezinhos feitos no vapor com um belo naco de barriga de porco, um molho asiático chamado hoisin, cebolinha e pepino. Muito, muito, muito, muito, muito maravilhosos! Saborosíssimos! Ficamos encantados e na primeira dentada já esquecemos toda a longa espera.

Momofuku NB 02

Para continuar pedimos um mega bowl do Momofuku Ramen, com barriga de porco, ombro de porco e ovo poché. Não tenho palavras para descrever minha sensação ao comer este prato. O caldo é absurdamente rico e possui uma profundidade de sabor inacreditável! Todos os ingredientes são maravilhosos!

Momofuku NB 03

Depois de ficarmos totalmente extasiados com o que provamos, Lucas surtou e pediu tudo de novo. Pois é, comemos mais um pork bun cada um e mais uma tigela imensa de ramen. Com tudo isso que pedimos a conta totalizou em aproximadamente US$ 90. Achei um excelente custo-benefício!

Saímos de lá muito cheios e felizes, com a certeza de que foi nossa refeição mais memorável em Nova Iorque. Saí de lá querendo voltar no dia seguinte e querendo conhecer todos os seus estabelecimentos. David Chang, nós te amamos!

Momofuku Noodle Bar

171 1st Ave entre a 10th St & 11th St

East Village

Maysa

Perfil_Maysa

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De malas prontas: Tiger Kingdom (Chiang Mai – Tailândia)

Oi pessoal,

No último post do Sudeste Asiático, eu disse que um dos motivos que me levaram a querer conhecer Chiang Mai, no norte da Tailândia, foi o Tiger Kingdom. Quando eu estava procurando dicas sobre essa viagem, achei incrível a ideia de poder abraçar um tigre. Na minha pesquisa, encontrei a recomendação de dois lugares: O Tiger Temple, na província de Kanchanaburi (próximo a Bangkok) e o Tiger Kingdom, localizado a 10km do centro de Chiang Mai. Esqueçam o primeiro lugar mencionado. Ou melhor, lembrem-se de nunca conhecê-lo. Não achei correta a forma de tratamento dado aos felinos. Eles passam o dia acorrentados, fixados a argolas de cimento, com a locomoção totalmente restrita. Ainda por cima, algumas pessoas que foram lá tiveram a impressão deles estarem drogados. Pobrezinhos. Desconheço a veracidade dessa informação, mas as fotos do site já me incomodaram. Imagina ser testemunha disso…

Tiger Kingdom 1

Já os tigres do Tiger Kingdom parecem viver à base de muita dedicação e carinho. Lá, eles vivem soltos em zonas demarcadas e amplas, separados por idade. Há o espaço dos recém-nascidos, filhotes de 2 a 3 meses, 4 a 8 meses, 9 a 12 meses e os mais velhos, de 13 até o limite de 30 meses, quando são encaminhados para outro lugar, onde serão cuidados sem contato direto com as pessoas, já que a partir dessa idade o instinto selvagem fala mais alto. Como os tigres nascem ali, são domesticados com muito carinho, para crescerem dóceis e aprenderem a conviver com as pessoas.

Tiger Kingdom 3

Tiger Kingdom 2

Tiger Kingdom 4

A visita no interior de cada zona dos tigres dura dez minutos e os preços são diferenciados pelas idades. Há opções de combo também. Existem algumas regras de precaução que devem ser seguidas à risca e não se entra no local sem estar acompanhado por um assistente. Todo cuidado é pouco. No Tiger Kingdom os bichinhos são bem ativos e se deve conhecer bem a forma correta de brincar com eles, fazer carinho e abraçar. Também é permitido tirar foto à vontade.

Tiger Kingdom 5

Tiger Kingdom 6

Lá aprendemos que os tigres são animais com atividade tipicamente noturna. Na selva, o diferencial deles é a visão à noite, por isso, é no escuro que eles saem para caçar. E durante o dia, dormem e fazem a digestão. No Tiger Kingdom, para preservar esse hábito natural, eles são alimentados e estimulados a praticar exercício durante a noite. Dessa forma, durante o dia eles ficam mais relaxados e é comum ver alguns tirando uma soneca. Isso permite até fazer o corpinho do tigre de travesseiro para uma foto, sem que ele perceba. Nós somos muito leves pra eles. Teve gente que me perguntou se o tigre sonolento não estaria sedado. Certamente ali não. Ele apenas fez uma boa refeição na última noite e está evitando a fadiga. Mas a grande maioria que vi por ali estava bem acordada, correndo e pulando.

Tiger Kingdom 7

Passamos um tempo por lá e brincamos com tigres de 7 e 18 meses. Essa foi uma experiência maravilhosa. A beleza deles apreciada de pertinho é muito impressionante. Os tigres de 18 meses chegavam a dar um medinho quando abriam o bocão ou faziam movimentos bruscos, mas era só lembrar que eles ainda são crianças, ou melhor, gatinhos.

Tiger Kingdom 8

Melhor forma de chegar ao Tiger Kingdom: Pechinchar um tuk-tuk e chegar em 15 minutos.
Preço: ingressos de US$ 15 a US$ 20, variando pela idade dos tigres.

Beijos e até!

Paula

Paula nova

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